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Zincagem



O que é a corrosão?

A corrosão metálica é um processo natural e resulta da tendência dos metais de reverterem para a sua forma química mais estável. Esses metais, com raras exceções, são encontrados na natureza em forma de óxidos denominados minérios, durante o processo de extração e refino é adicionado uma quantidade de energia para extrair o metal nele contido, então a corrosão é a tendência desses metais retornarem a sua forma mais primitiva, a de óxidos.

A corrosão, também denominada de ferrugem, pode apresentar perdas econômicas diversas como quebra de equipamentos, manutenção excessiva, perda de eficiência de máquinas, contaminação entre outros danos em diversos ramos de atividades que utilizam peças metálicas.

Para evitar tais danos é utilizado o revestimento de zinco sobre a superfície da peça garantindo o aumento da resistência á corrosão da mesma.

Propriedades do Zinco

A propriedade de maior importância do zinco nos revestimentos de peças metálicas é o de proteger o ferro e o aço contra a corrosão. Essa propriedade deve-se pois o zinco é mais anódico em relação ao ferro e ao aço na série galvânica, fazendo com que o zinco corroa anteriormente, originando a proteção catódica, ou seja, mesmo em camadas finas, o zinco se sacrifica para proteger o ferro ou o aço oferecendo uma boa resistência à corrosão para a peça.



Eletrodeposição de Zinco – Zincagem

Dentro dos diversos processos de deposição de zinco, existe o da eletrodeposição, onde por um processo eletroquímico o zinco adere à superfície da peça a ser protegida. Quanto maior a espessura dessa camada de zinco, maior será a resistência à corrosão dada para a peça.

Após a eletrodeposição do zinco ainda é aplicado uma película de cromato que adere ao metal e confere mais uma barreira anti-corrosiva. Alem do aumento da resistência à corrosão o cromato ainda promove um efeito decorativo ao metal, já que pode apresentar uma variação de cores, podendo as peças apresentarem as colorações azul (prateado), amarelo (dourado) ou verde oliva.

Esse processo é amplamente utilizado em diversos ramos, como fixadores, maquinários agrícolas, estruturas metálicas e móveis devido a sua versatilidade e economia.

O processo de zincagem pode ser dividido em três partes:

  • Preparação da Superfície;
  • Zincagem;
  • Cromatização.

A preparação da superfície para a zincagem é dada pela aplicação de desengraxantes (tanques 1 e 2) seguidos de uma decapagem (tanques 3 e 4). O tempo que a peça permanece nesse processo depende do estado da superfície do metal.

Com a peça livre de depósitos indesejados, se parte para o processo de zincagem (tanques 5 e 6) propriamente dita, onde o zinco que ao ser submergido num substrato, transfere íons para outra superfície através da eletrólise. O metal cuja superfície será revestida sofre a redução e deve estar ligado ao polo negativo, o cátodo, de uma fonte de energia, enquanto o zinco que sofre a oxidação deve ser ligado a um polo positivo, o ânodo. No processo, o zinco adere eletroliticamente a superfície da peça a ser protegida.

Após a eletrodeposição do zinco ainda é aplicado uma película de cromato (tanques 7 e 8) que adere ao metal e confere mais uma barreira anti-corrosiva, além de proporcionar uma gama de cores para a superfície acabada.

A peça já tratada ainda é seca em estufas ou centrifugas, dependendo seu tamanho.



  • Aumento na resistência á corrosão da superfície tratada;
  • Melhor opção de custo/beneficio entre todos os processos;
  • Aumento da vida útil da peça tratada;
  • Melhoria no aspecto visual da superfície.

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